|



|
IX Edição
Noites Brancas da Senhora-a-Branca
A
“IX Edição das Noites Brancas da Senhora-a-Branca”
decorreu, no âmbito das actividades de Verão da
Freguesia de S. Victor, no Largo da Senhora-a-Branca,
cuja imagem da Senhora, que lhe dá o nome, estava
adornada com flores brancas e bonitas, tal como
manda a tradição nesta noite. Se o dia prometia uma
noite amena e um programa rico culturalmente, só a
segunda premissa foi cumprida. Bem cedo, o Largo, que
funciona como o Auditório ao ar livre da Freguesia
de São Victor, foi sendo ocupado por um público
conhecedor e interessado na música polifónica de
qualidade. Depressa uma interessada e animada
assistência esgotou todos os lugares sentados
disponíveis, ficando muitos dos presentes
distribuídos pelos muitos bancos de pedra existentes
no Largo que tem o conforto da presença da estátua
do Papa Pio XII, ocupando as escadarias da Igreja da
Senhora-a-Branca e assistindo também nos passeios
opostos ao anfiteatro, preparado com uma espécie de
bancada, que transmitiu um bonito ambiente a este
mítico Largo da cidade de Braga.
A
apresentadora Flávia Silva coloriu a “Noite Branca”
com um bonito vestido branco e animou o início da
noite apresentando a SINFONIETA MUSICAL DE BRAGA,
convidada a abrir o evento.
Foi
um momento musical delicioso este da
responsabilidade de Jovens músicos Bracarenses, sob
a
direcção artística do também Jovem Carlos Brito
Dias. Este foi um momento que funcionou como uma
espécie de prenda, pois o Grupo apresentou-se, extra
programa, para apoiar instrumentalmente o:
1 –
“ORFEÃO DE BRAGA”, que, à medida que ia subindo
para o palco para a sua actuação, recebia a primeira
chuva da noite. O tempo, que durante todo o dia
prometeu uma noite amena, abriu as “comportas
celestiais”, primeiro com gotículas e de seguida com
chuva persistente. Não houve debandada do público
presente, mas a tristeza apoderou-se de todos. Tanto
trabalho, tanta dedicação e S. Pedro prega-nos esta
partida, comentava-se a trejeito. Mas enquanto o
Presidente da Junta
de Freguesia contactava o Senhor Padre José
Carlos Azevedo da Paróquia de S. Victor, já este
respondia : “… as portas da Igreja Paroquial de São
Victor já se estão a abrir”. Confessou que
tinha ouvido na instalação sonora o apelo do
dedicado Maestro Villas Boas que do Palco dirigiu um
pedido especial para a Paróquia e que a resposta já
estava a ser concretizada, pelo que, e “em peso, os
presentes se deslocaram para a Magnífica
Igreja de São Victor, que encheu literalmente,
ocupando-se também os lugares dedicados ao Coro. Assim
se abriu oficialmente o FESTIVAL INTERNACIONAL
DE MÚSICA POLIFÓNICA. A
Associação Cultural” mais antiga da nossa cidade,
fundada em Maio de 1923, com a companhia de um
quarteto de cordas da “Sinfonieta Musical de Braga”,
brilhou e ali mesmo “choveram”, mas, agora, os
primeiros aplausos.
2
– A TUNA UNIVERSITÁRIA DO MINHO, por razões
óbvias, aguardou a possibilidade de encerrar este
Festival no Adro da Igreja, mas a persistente chuva
não abrandou, passando-se
então a escutar a melodia que nos chegou da Galiza.
3 – Foi um momento
brilhante o que nos trouxe o representante Galego da
música Polifónica. O CORAL DE O ROSAL, sob a
“batuta” da simpática Maestrina, Toñi Santos
Vaquero,
arrancou fortes e
convictos aplausos deixando uma imagem muito
positiva da qualidade que patenteou em todos os
temas.
4 –
Finalizou o programa o “CORAL POLIFÓNICO DE SÃO
VICTOR”. Esta noite musical, ao contrário dos
vaticínios meteorológicos que a tornariam numa noite
de pesadelo, foi uma “verdadeira noite de sonho”,
não deixando o Grupo da Casa, sob a batuta do Padre
Sérgio Torres, os seus créditos musicais por “vozes
alheias”. O grande número de vozes dos muitos jovens
deste Coral de S. Victor arrebatou os aplausos
gerais com muita simpatia.
A
cereja em cima do bolo foi o momento de apoteose
deste Encontro musical, que juntou largas dezenas de
vozes, da “SINFONIETA MUSICAL DE BRAGA, do “ORFEÃO
DE BRAGA”, do “CORAL POLIFÓNICO DE O ROSAL” e do
“CORAL POLIFÓNICO DE S. VICTOR”, tendo entoado em
conjunto o tema popular Galego “O Vosso galo
comadre”, sob a direcção do Maestro António Villas
Boas, que repetiu, após insistência do público, o
referido tema popular Galego, que o público também
acompanhou. Foram distribuídas no final do evento
lembranças a todos os participantes, da autoria da
Artesã Vilaverdense Conceição Pimenta, na forma de
peças cerâmicas com bonitos desenhos e inscrições,
lembrando os tradicionais “Lenços dos Namorados”.
|