Brasão da Junta de Freguesia de São Victor

 

Número 05

Newsletter

Maio de 2011

Junta de Freguesia de S. Victor - Braga
 

                    

 

     

 

 

 

 

 

“Publicação em Diário da República das Sete Fontes como MONUMENTO NACIONAL”

 

A Junta de Freguesia de S. Victor regista com agrado, e finalmente, a publicitação em Decreto (16/2011), de 25 de Maio, com origem do Ministério da Cultura, das SETE FONTES como Monumento Nacional.

Esta “operação burocrática” consolida a importância, para TODOS, que o Complexo Monumental das Sete Fontes tem, quer no contexto Patrimonial Português, quer Europeu, dando-lhe garantias para o futuro, mas também preocupações, que, de forma fundada, ainda subsistem.

De forma a sensibilizar a Comunidade para esta questão, a Autarquia de S. Victor promoveu, no âmbito das actividades de Verão “Respirar Feliz em S. Victor 2011”, uma caminhada pela Saúde e pelo Património, que juntou largas dezenas de cidadãos, que aliaram a uma triagem de saúde, uma caminhada e uma visita às Galerias deste Monumento Nacional, que deixou “boquiabertos” aqueles que o fizeram pela primeira vez, tal o impacto e o “encanto” que esta obra magnifica de Engenharia Hidráulica de abastecimento de água à cidade de Braga provocou em todos os participantes. Esta visita foi orientada pelo Arqueólogo Ricardo Silva, da Jovem Coop. A iniciativa contou ainda com o apoio das Farmácias Henriquina e Silva, da Cruz Vermelha de Braga e da Prhofame e a colaboração da ASPA, Grupo de Peticionários das Sete Fontes e Quercus de Braga.

Abordou-se durante a visita a questão da URGÊNCIA, para as SETE FONTES, da definição da sua Zona Especial de Protecção (ZEP), e a ideia clara do que pretende objectivamente a Câmara Municipal para todo este importante “sítio histórico”, à frente das quais terá sempre que estar a PRIORIDADE à preservação do enorme historial de toda esta vasta zona, que faz de Braga um dos únicos locais da Europa com uma referência VIVA, em forma de Museu, relativamente à Água e a um belíssimo conjunto Arquitectónico, que, justamente, elegem Braga como capital do Barroco em Portugal.

Não basta à C.M.B. antes da aprovação da ZEP (Zona Especial de Protecção) anunciar estar em “laboração” o Plano de Pormenor para este importante local, quando a política urbanística para o Século XXI aconselha um diálogo permanente e construtivo entre TODOS os Agentes intervenientes, nomeadamente na sociedade Bracarense (Autarquias, População e Instituições), o que não é prática corrente no nosso Município. Lembramos, contudo, que é aos Municípios que estão confiadas as mais importantes tarefas directamente relacionadas com o fazer, refazer e ordenar da cidade, cabendo-lhes o essencial do desenvolvimento do processo urbanístico, sendo o modelo de “Perequação”, que aparece em Braga como “novidade”, um instrumento fundamental de há muitos anos, a que recorrem, para o desenvolvimento harmonioso, muitos Municípios Portugueses. Recordamos que na regulamentação das “Perequações”, e, neste âmbito, “…nas situações em que as compensações sejam feitas com intervenção activa da Câmara, normalmente através da criação e gestão de um fundo de compensação, nos termos previstos no artigo 125.º do RJIGT, a transferência de índices dar-se-á no momento da emissão do alvará que titula operações urbanísticas” (devendo dele constar se a compensação deve ser prestada, e em que termos, ou se esta não é devida), situação que apenas, e agora, é “novidade”para os Bracarenses.

Fica a expectativa de que não se cometam ERROS, neste futuro próximo, que prejudiquem a história e o Monumento Nacional das SETE FONTES, como aqueles que sucederam não há muito tempo, por exemplo, com o desaparecimento de umas das SETE estruturas, que deveria ter da parte dos responsáveis municipais um maior empenho na sua recuperação, para que, tão URGENTE quanto possível, viesse a ocupar o lugar que lhe pertence neste importante “sítio histórico” de Braga (o mais próximo possível, pois ali, na Rua Nuno de Morais, foi construído um prédio no seu lugar).

Cabe ao Ministério da Cultura a que V. Exª preside o papel mais importante na solidificação deste importante Monumento, actuando na defesa do NOSSO Património e identidade, antes que o tempo se encarregue de ajudar quem o destrua…

 

 

 

 

 

 

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