Brasão da Junta de Freguesia de São Victor

Junta de Freguesia de São Victor (Braga)

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História:

ÚLTIMA ACTUALIZAÇÃO

11-05-2010

 
 

Breve Historial de São Victor

 

A Freguesia de São Victor situa-se no Concelho de Braga. A História desta Freguesia, com cerca de 5 Km2 e 32.000 habitantes, perde-se no tempo. De São Victor sentiu-se o aroma inconfundível em todo o país e no mundo através dos incomparáveis sabonetes e perfumes com origem na Saboaria Perfumaria Confiança. Também os chapéus fabricados numa indústria, que foi florescente na freguesia, correram o mundo, tendo como destino a Europa, Africa e América.

 

Em São Victor “mora” um valioso património nacional, onde se destaca a sua Igreja Paroquial reedificada no Sec. XVII e o valioso Complexo Monumental das SETE FONTES, que se deve à acção de D. José de Bragança, sendo uma referência incontornável de Engenharia Hidráulica, albergando no seu seio um triplo conjunto de interesse incalculável em Monumentalidade, Ambiente e a Água, elementos preciosos do passado e para o futuro de todos nós. Este Complexo abasteceu de água a cidade de Braga, de forma organizada, pelo menos a partir de 1742 , até ao séc. XX (1960). Sendo uma Freguesia urbana, atendendo à sua dimensão, integra, ainda, pequenas bolsas de áreas Agrícolas (Sete Fontes e Bairro da Alegria), tendo áreas habitacionais distintas, a parte antiga , integrando o Centro Histórico de Braga e a parte moderna, predominando a construção em propriedade horizontal.

O Núcleo urbano antigo apresenta muitas das habitações em avançado estado de degradação, registando-se contudo a reconstrução de algumas delas, servindo de “espelho fiel” de um passado recente que retratava o poderio económico dos seus proprietários. A demolição de algumas dessas casas também tem acontecido, pontificando como um aspecto negativo da necessária e adiada reconciliação arquitectónica urbana, entre o passado e o futuro. S. Victor tem no seu seio dois Bairros de construção eminentemente social (Enguardas e Santa Tecla), destinados às pessoas mais carenciadas economicamente, resistindo também os carismáticos Bairros tradicionais, conhecidos por: Bairro da Alegria, Bairro das Sete Fontes, Bairro Eng.º Macedo, Bairro Económico Eng.º Duarte Pacheco e Bairro do Sol, habitados de forma mista por estratos sociais desafogados e de poucos recursos.

 

S. Victor está bem servida de transportes públicos, tendo uma razoável rede viária. No Ensino Básico tem seis Estabelecimentos Oficiais: Bairro da Alegria. Bairro Eng.º Duarte Pacheco, Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, Enguardas, São Victor (nº7) e Santa Tecla desdobrada em duas Escolas (Rua dos Torneiros e Rua Dr. Francisco Machado Owen). Possui três Jardins-de-Infância oficiais: Bairro da Alegria e Enguardas com duas salas e Santa Tecla com uma sala, existindo também Instituições Privadas com Berçário (Obra Social da Quinta da Armada, “Mãe Cegonha” e “Sempre à Mão”) e Jardins-de-Infância (Obra Social da Quinta da Armada, “A Bogalha” e “Arca de Noé” e Jardim Escola João de Deus, esta também com Ensino Básico). Tem a Escola Dr. Francisco Sanches com EB2/3, funcionando também nesta Freguesia para além da Escola Secundária Carlos Amarante com o Ensino Complementar, núcleos Universitários da Universidade do Minho e da Universidade Católica. O Conservatório de Música Regional de Braga – Calouste Gulbenkian, prepara o acesso ao ensino superior dos alunos de Braga na área da Música, desde o Ensino Básico. Escolas e Estabelecimentos privados escolheram S. Victor para se instalarem, em áreas tão distintas como no ensino de: Francês, Inglês, Informática e dedicadas também a formação Profissional.

 

O Parque de Diversões da Bracalândia, situado junto do Complexo Desportivo da Rodovia, é um equipamento de diversão muito frequentado por portugueses e espanhóis, que recebe milhares de pessoas por ano na nossa Freguesia.

 

S. Victor tem no seu seio o Complexo Desportivo da Rodovia, com uma grande diversidade de oferta de espaços para várias modalidades desportivas, destacando-se: Atletismo, Futebol, Basquetebol e Natação. O Clube de Ténis de Braga funciona na mesma área com um excelente Complexo desportivo para esta modalidade, pontificando no desenvolvimento do seu trabalho vários campeões nacionais. S. Victor possui também Clínicas Médicas, Palácio da Justiça, Centro Regional da Segurança Social, vários Bancos e Seguradoras, diversos consultórios desde Medicina a Advocacia, possuindo uma vasta zona comercial e bastantes Jardins-Públicos. Nesta Freguesia reside o Senhor Arcebispo de Braga, no Paço Arquiepiscopal, importante figura da Igreja a nível da Península Ibérica. De São Victor serviram Braga e Portugal ilustres cidadãos na área política e religiosa, aconselhando-se a todos a leitura do “Livro de São Victor”, da autoria de Eduardo Pires de Oliveira, que o levará pela história remota desta honrada freguesia e das suas gentes.

 

 

No século XIV as igrejas de São Victor, São Vicente e São Pedro de Maximinos eram românicas, sendo as freguesias que rodeavam a cidade. No século XVI D. Diogo de Sousa definiu Braga como "uma cidade de barro sem templos nem gente nem edifícios". Este Arcebispo assumiu em 1505 o governo temporal e espiritual de Braga. A este Arcebispo deve-se o grande impulso que transformou Braga numa cidade desenvolvida em todos os aspectos. Os anos vão passando sem deixarem grandes marcas da cidade. É de assinalar, apenas, o desaparecimento quase dos traços românicos existentes em alguns templos (S.Tiago, S.Victor, S.Vicente, etc.) substituídos por construções barrocas, estilo artístico que irá marcar profundamente a fisionomia da cidade. Como a freguesia era demasiado extensa, o Arcebispo de Braga, D. José de Bragança, desmembrou-a em 1747 e criando, com parte dela, a de S. José - do seu nome - dando-lhe para Matriz a igreja ou ermida de S. Lázaro. Daqui vir a chamar-se Freguesia de S.Lázaro. Por provisão de 25 de Março de 1926, D. Manuel Vieira de Matos, remodelando as paróquias da cidade, criou a de S.Vicente, retirando uma parte notável da de S.Victor. Por decreto de D. Eurico Dias Nogueira, datado de 29 de Dezembro de 1983, foi criada a nova paróquia de Santo Adrião do Monte, ficando a pertencer-lhe todos os paroquianos de S. Victor, residentes a sul do rio Este. Apesar destes desmembramentos, S. Victor ainda é a maior paróquia da cidade, e das maiores da Arquidiocese de Braga, sendo em termos administrativos a freguesia mais populosa do distrito de Braga e uma das mais populosas do norte do país.

 

 

SÃO VICTOR - PADROEIRO DA FREGUESIA

 

S. Victor (S. Victouro, S. Vitoiro ou S. Victório) nasceu no último quartel do século III, visto ter sido martirizado, na flor da idade, nos princípios do século IV, nas perseguições de Maximiniano ou Diocleciano, imperadores de Roma. Segundo escritos antigos atribuem-lhe como lugar de nascimento uma aldeia junto ao rio Este. Os calendários Litúrgicos do Mosteiro de Sillos (Espanha), respectivamente dos anos 1052, 1067 e 1072, consideram S. Victor como mártir de Braga. Os calendários do Missal de Mateus, anteriores a 1175, e todos os calendários litúrgicos bracarenses posteriores (Breviários, Ritual, dos séculos XIV e XV), e todos os livros impressos, trazem, a 12 de Abril, a festa de Victoris Martyris Bracharensis (festa duplex, sem jejum). Este mártir bracarense, mencionado no Martirológico Romano a 12 de Abril, sendo ele catecúmeno, recusou-se a adorar um ídolo e professou com grande constância a sua fé em Cristo. Padeceu muitos tormentos e foi por fim decapitado, sendo assim baptizado no seu próprio sangue. O geógrafo João de Barros regista a tradição de que ele padeceu "no tempo dos Arianos", no lugar das Goladas, não longe da igreja paroquial de S. Victor, em Braga. Em 1590, o Arcebispo D. Agostinho de Castro, procedendo ao exame do túmulo atribuído a S. Victor, não encontrou nenhumas relíquias.

 

 

 

 
 

 

 

 

 

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